domingo, 11 de julho de 2010

Com o tempo, você percebe que aquele que sempre te estendeu a mão, era quem te aprisionava a alma. Descobre que o bem e o mal podem participar da mesma pessoa, e estarem tão entrelaçados que se torna impossível separá-los.
Sua visão se expande e, assim como um recém-nascido ao abrir seus pulmões, você chora, mas desta vez não de forma estridente, chora no silêncio, no seu silêncio.
Suas memórias são repassadas por um novo ângulo de visão, e o véu que suavizava todos os fatos cai aos seus pés.
Feche os olhos por alguns instantes, mas não para sempre. A luz que dilata sua pupila não é capaz de cegar-te.